Depois de semanas de tensão, críticas públicas e troca de indiretas, o
ex-governador Ibaneis Rocha e a governadora Celina Leão voltaram a demonstrar
alinhamento político no Distrito Federal. A crise entre os antigos aliados
ganhou força quando Ibaneis afirmou estar decepcionado com os rumos do atual
governo. Pouco depois, Celina reagiu dizendo que havia herdado um “rombo” nas
contas públicas e problemas ligados ao BRB, em meio ao desgaste provocado pelo
Caso Master.
As declarações expuseram uma ruptura dentro do
grupo que comandou o DF nos últimos anos e alimentaram especulações sobre um
afastamento definitivo entre os dois. Nos bastidores, porém, a temperatura
diminuiu rapidamente. Aliados das duas lideranças passaram a atuar pela
pacificação, principalmente diante do impacto político do Caso Master e da
proximidade das articulações para 2026.
Agora, Ibaneis e Celina voltam a aparecer no
mesmo campo político, em um movimento interpretado por adversários como uma
reconciliação baseada na conveniência eleitoral. A avaliação é que uma divisão
enfraqueceria tanto o projeto de Ibaneis ao Senado quanto a tentativa de Celina
de consolidar sua liderança no DF.
O
episódio reforça um velho cenário da política brasiliense: críticas duras podem
durar pouco quando alianças estratégicas entram em jogo. No fim, a
sobrevivência política costuma falar mais alto.

