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Fábio Correa prova do próprio veneno. Prega união, mas virou as costas para Paulo Rogério, Fernanda Batista e Alex Batista


    O ex-prefeito de Cidade Ocidental, Fábio Correa, vive hoje um cenário político que muitos classificam como um verdadeiro “efeito bumerangue”. Após anos ocupando posições de destaque — como vereador e prefeito por duas vezes —, ele agora enfrenta dificuldades para consolidar apoio à sua pré-candidatura a deputado estadual, justamente em um momento em que prega a união da classe política em torno do seu nome.


    A situação chama atenção pela incoerência apontada por aliados e opositores. Ao longo dos últimos anos, quando outros nomes de Cidade Ocidental se colocaram como candidatos a deputado, Fábio Correa optou por não oferecer apoio — atitude que, segundo análises de bastidores, pode ter sido motivada pelo receio de fortalecer possíveis adversários locais.

    Em 2014, Paulo Rogério esteve próximo de se eleger deputado estadual, mas não contou com o apoio de Fábio, que à época era vereador. Em 2018, a candidata Fernanda Batista também não teve seu respaldo. Já em 2022, foi a vez de Alex Batista disputar o cargo sem o apoio do então ex-prefeito. Em todos esses momentos, prevaleceu uma postura de distanciamento que, para muitos, tinha como objetivo evitar o fortalecimento de novas lideranças locais.

    Outro ponto que tem gerado críticas é a tentativa de difundir a ideia de que o eleitor não deve votar em candidatos “de fora”. Que contradição! O próprio Fábio Correa, ao disputar uma vaga de deputado estadual, inevitavelmente precisará buscar votos em outras cidades, repetindo exatamente a prática que hoje parece questionar. A pergunta que ecoa nos bastidores é inevitável: por que essa união não foi incentivada antes — e por que ela deve acontecer agora em torno apenas do seu nome? Diante desse histórico, uma conclusão dura, porém recorrente nos bastidores: se Cidade Ocidental ainda não conseguiu eleger um deputado estadual com raízes verdadeiramente ocidentalenses, isso pode estar diretamente ligado à falta de apoio político no passado — especialmente por parte de quem, hoje, pleiteia essa mesma vaga.
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