De acordo com os dados analisados pelo Instituto Mauro Borges, municípios estratégicos
da região seguem entre os maiores geradores de riqueza do Estado. Luziânia manteve a 8ª posição no ranking
estadual, com um PIB de R$ 6,26 bilhões, representando 1,9% da economia goiana.
Já Cristalina avançou uma posição,
ocupando agora o 9º lugar, com um PIB de R$ 5,7 bilhões e participação de 1,7%.
O levantamento também aponta que, em 2023, o
PIB de Goiás cresceu 4,8%, alcançando R$ 336,7 bilhões e mantendo o Estado na
9ª colocação nacional, com 3,1% de participação na economia brasileira. Um dos
dados mais relevantes é a redução da concentração econômica. Em 2010, os dez
maiores municípios respondiam por 60,5% do PIB estadual. Em 2023, esse
percentual caiu para 54,6%, indicando que a geração de riqueza está se
expandindo para outras regiões — um sinal claro de desenvolvimento mais
equilibrado no território goiano.
Além do volume total de produção, o estudo
também analisa o PIB per capita, indicador que mede a riqueza média por
habitante. Esse dado é fundamental para compreender o nível de desenvolvimento
econômico e a capacidade de geração de renda nos municípios. No Entorno do
Distrito Federal, cidades como Águas Lindas de
Goiás, Valparaíso de Goiás, Formosa e a própria Luziânia apresentam desempenho consistente,
mesmo diante de grandes populações, o que demonstra capacidade de geração de
riqueza e dinamismo econômico.
Os dados mais recentes reforçam que o Entorno
do DF deixou de ser apenas uma região de apoio e passou a ocupar papel central
no desenvolvimento goiano. Com municípios bem posicionados no ranking estadual
e crescente participação na economia, a tendência é de que a região continue
ampliando sua relevância nos próximos anos.

