A resistência ao nome de Fábio Correa também alcança antigos aliados e integrantes do primeiro escalão da gestão do prefeito Lulinha Viana. O secretário de Segurança Pública, Saulo Budin, não deverá acompanhar o projeto do ex-prefeito. Já a secretária de Habitação, Drª Rose Pires, afirmou que não apoiará Fábio nem qualquer outro candidato a deputado estadual, optando pela neutralidade por princípios éticos.
O cenário contrasta com a força demonstrada por outros pré-candidatos do Entorno, que conseguiram transformar suas bases municipais em estruturas políticas praticamente unificadas. A situação também começa a provocar questionamentos entre servidores comissionados. Segundo denúncia do vereador Afonso Baiano, haveria pressão para que ocupantes desses cargos declarassem apoio ao ex-prefeito. Ao mesmo tempo, integrantes do alto escalão permanecem livres para adotar a neutralidade ou seguir outros caminhos políticos.
Nos bastidores, a diferença de tratamento gera desconforto. Alguns servidores questionam por que o apoio seria cobrado daqueles que possuem menos força política, enquanto secretários e vereadores podem recusar o projeto sem aparentemente enfrentar as mesmas consequências. Mais do que buscar votos fora do grupo, Fábio Correa enfrenta agora um desafio interno: conquistar uma unidade que Cambão, Joscilene e Pábio já demonstram possuir em seus respectivos municípios.

