Nos últimos dias, ganhou força nos bastidores da política goiana a possibilidade de que o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) reveja sua estratégia eleitoral para 2026. Embora se apresente como pré-candidato à Presidência da República, cresce a especulação de que ele possa optar por disputar uma vaga no Senado Federal, movimento que vem sendo debatido em articulações partidárias e análises internas. Apesar de manter índices de aprovação superiores a 80% em Goiás, Caiado ainda não conseguiu transformar esse capital político em viabilidade nacional. Nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, seu nome permanece abaixo dos 5%, cenário que, mesmo assim, não o fez recuar publicamente do projeto presidencial. O governador tem reiterado que segue firme na pré-candidatura e nega qualquer divisão interna no União Brasil.
Ainda assim, analistas avaliam que, diante da indefinição do campo da direita no plano nacional, uma eventual mudança de rota poderia produzir efeitos relevantes no cenário estadual. Um recuo de Caiado para disputar o Senado alteraria a configuração da chapa majoritária em Goiás e fortaleceria a estratégia de sucessão do grupo governista.
Nesse contexto, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) desponta como um dos principais beneficiários. Com bom desempenho nas pesquisas e forte presença na base aliada, Vilela ganharia ainda mais espaço para consolidar seu nome como favorito na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, caso Caiado concentre esforços em uma eleição majoritária no Estado.
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