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Entre Zeli e Pábio Mossoró, qual será o lado de Marcus Vinícius na disputa estadual em valparaíso?


    Com a possível confirmação de duas candidaturas a deputado estadual saindo da base governista de Valparaíso de Goiás — Dra. Zeli Fritsche e o ex-prefeito Pábio Mossoró —, uma pergunta começa a circular com força nos bastidores: como o prefeito Marcus Vinicius vai se comportar diante de uma divisão dentro do próprio grupo?
    Na teoria, o discurso oficial é de equilíbrio. Valparaíso teria tamanho político para eleger dois representantes à Assembleia Legislativa e, por isso, o governo poderia apoiar ambos. Isso na teoria, pois na prática a política raramente funciona em “piloto automático”. Estrutura, palanque, tempo e articulação não se multiplicam com facilidade. Em algum momento, o apoio tende a pesar mais para um lado.
    E é aí que o nome de Pábio Mossoró entra com um componente decisivo. Foi ele quem lançou Marcus Vinicius à Prefeitura Municipal, costurando o projeto que levou Vinícius ao comando do Executivo municipal. Essa relação política cria não apenas afinidade, mas também dívida de origem, algo que no xadrez eleitoral costuma ter peso real.
    Mesmo assim, Marcus também mantém relação institucional com a deputada Zeli, que é hoje representante ativa da cidade na Alego e possui base consolidada. Abrir mão desse vínculo pode significar perder espaço político no Estado e gerar ruídos com aliados. Se pender demais para Zeli, Marcus corre o risco de esfriar a aliança com quem o colocou no jogo majoritário.     No entanto, se priorizar Pábio, o prefeito pode passar a mensagem de que o mandato atual da cidade virou moeda de troca interna.
    Nos bastidores, a avaliação é que Marcus Vinicius tentará manter o discurso de neutralidade, mas, na prática, o grau de envolvimento da máquina, das lideranças e da agenda do prefeito tende a revelar quem será o verdadeiro beneficiado. A política de Valparaíso entra, assim, em um momento delicado: apoiar dois nomes pode ser viável no papel, mas exige habilidade para que o governo não se transforme em palco de disputa interna. E, no fim das contas, a pergunta permanece viva: Marcus Vinicius conseguirá dividir o apoio ou acabará escolhendo um lado — e, se escolher, será Zeli ou Pábio Mossoró?
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